nem se justifica pelos dias que tem. aliás, há outros como ele. consigo pensar em março, em maio, em julho. e há mais. mas o que há a mais em janeiro é a lentidão do recomeço depois da rapidez com que absorvemos cada encontro de amigos, a forma sôfrega com que lanchamos com a família, a sede com que festejamos o fim de dezembro.
janeiro conduz-nos a um coma de introspeção que faz com que a velocidade de cada afazer já não seja pautada pela rapidez. podemos ficar ali deitados mais tempo, então o tempo fica quieto. torna-se mais aborrecido.
parece que trabalhamos mais horas, até porque o mês que antecede este janeiro é tão regado a poucos compromissos laborais.
é uma ressaca que só termina quando o 1 de fevereiro nos abrir a porta.