não há verbo onde me sinta mais em casa, não há música que ouça com mais atenção, não há movimento que faça com tanta ternura, não há vez que não seja feliz com a entrega dos pés ao que ouve e é tão mais saboroso quando passo a acreditar que a coreografia está decorada e aceito essa confiança que me conduz a um estado de hipnose onde fecho os olhos e vou, segura que o próximo passo é meu também e mesmo no improviso encontro essa luz que tantas vezes está tapada pelo bloqueio que as 9 às 6 impõem que não posso ser mais nada além de:
profundamente feliz.