lido bem com o queixume da amiga quando o nível de ranho a possibilita de ter um nariz sensível ao toque. tenho compaixão pela dor de costas que teima em reaparecer quando o meu pai quer arrumar aquela gaveta esquecida pelo tempo. consigo pôr-me na pele do colega que sofre de alergias só porque as flores resolveram desabrochar na altura delas.
mas tudo muda quando a lesada sou eu; não tenho paciência para estar doente mais do que vinte e quatro horas. fervo em pouca água, o que só leva ao aumento da febre. esqueço-me das horas para tomar os comprimidos. prefiro adormecer a beber água, água esse que o meu corpo implora que eu beba.
por isso, peço-vos: fiquem vocês doentes.