Regressamos às memórias: ao cheiro do dia, às pessoas que passavam, às palavras que trocámos, ao que vestíamos.
Canso-me com este tempo verbal, ainda incrédula com a capacidade de o revisitar, enquanto o canal lacrimal se vai enchendo até que a torneira abre e a dificuldade passa a ser fechá-la.
Sigo os dedos à minha frente, num processo que parece hipnótico — mas não é — na esperança de manter a memória presente, com o peso suficiente para me permitir ser leve.