onde mora o medo?

a tua perda tirou-me a ponta que faltava de medo que possivelmente ainda habitaria dentro de mim.

quando foste, ela também partiu.

fui relembrada da nossa pequenez a partir desse momento e recusei-me a viver baixinho.

quero tudo o que berro como prato ao almoço, quero tudo o que fica guardado na gaveta do sonho como mesinha de cabeceira.

quero; e é por isso isso que vou.

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