Depois de um mês que se estica no comprimento, chega-nos um fevereiro tão curto que não sabemos bem como estar com ele.
Olhamos para ele como o mês que antecede a chegada da primavera, pelo que nenhum adjetivo lhe pertence verdadeiramente. Ou antecede, ou sucede.
Não sabe estar, nem estar por si só. É aquele amigo que se cola, que diz que também adora seja lá o que for que escolhemos adorar naquele dia; que nunca marcou connosco, mas espera sempre que a marcação venha do nosso lado.
Até para mim será o mês que antecede. O mês em que preparo. Mas nem sequer é o mês em que vou. E é assim que lhe faço justiça.