vou agora para casa, perto dos meus, da minha cadela, do que lá fica parado até que eu regresse.
imagino o meu quarto a suster a respiração até ao meu regresso, imagino-o a tentar perceber a pauta destas ausências, mas acima de tudo que calendário existe pro regresso.
a ideia de ter um quarto que fica inabitável pela falta de comparência deixa-me melancólica; relembra-me do futuro de uma casa que assim se tornará.
mas isso de habitar no futuro é chato. fico-me por hoje.