Parada. Consegui aproveitar os três minutos de transação entre o quinto xixi matinal e a reunião das onze horas para ficar a olhar pra parede do meu quarto e pensar de que forma a quero preencher com quadros que fui guardando ao longo do tempo.
Mas esperem aí, que esse não era o plano. Era suposto aguentar essas centenas de segundos presa ao nada, tornar o meu cérebro da cor da parede e esvazia-lo. Mas como o faço somente na medida do possível, não foi então possível concretizar a tarefa e agora dou por mim desiludida com a incapacidade de estar quieta lá em cima, por muito que o corpo até aceite esse descanso.
Vou programar mais sete minutos de lazer cerebral lá pras 17h que me dava jeito imaginar de que cor vou pintar as unhas.
Bolas, falhei de novo; e ainda nem o vivi.
Autor: Bruna Cunha
28 anos, com uma enorme paixão pela escrita e criação de conteúdo para meios digitais.
Licenciei-me em Ciências da Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em 2015. Dois anos depois, tornei-me mestre em Comunicação, Arte e Cultura pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.