meia morna, meia morta

quando há dias seguidos em que me sinto como o café que deixo arrefecer, finjo que ainda está quente quando me perguntam porque é que ainda não o bebi.

vale tudo menos enfrentar o confronto de lhes dizer “está frio”, como se isso significasse que o falhanço foi meu; deveria ter tido mais atenção à chávena e aos seus tempos.

deveria estar mais atenta ao mundo externo e menos presa a este estado morno que me adormece os sentidos e a capacidade de perceber que estou mais lá do que cá.