A pouca ambição resume-se à acomodação face ao que se tem e ao patamar de onde se está. É o presente arrastado para o futuro vindo de um passado inconsequente.
Começa com falta de sonhos, passa por falta de iniciativa e acaba em preguiça. O mais incrível é que com esta mentalidade ainda há pessoas que se queixam, que culpam terceiros, que não tomam as rédeas da sua vida. O grau de felicidade das suas vidas é conduzido pelo fio invisível das circunstâncias e decisões alheias.
Segue-se a falta de autoestima, visto que estão perfeitamente convencidas de que sozinhas não irão conseguir fazer o que quer que seja. Ou então, quando o conseguem, atribuem os créditos do sucedido a uma entidade exterior, a tudo menos a elas próprias.
Não estou a ridiculizar a crença, mas a questionar a maneira de como ela é vivida. Apesar de ser do foro íntimo de cada um, nunca deve ser vista como uma fonte de felicidade.
Acredito que nada é determinado, mas que podemos determinar o rumo das nossas vidas, mudá-las de um dia para o outro, melhorá-las. Depende, somente, da força que possuímos e que não usamos ao máximo.
Devemos sentir-nos sortudos com o facto de sermos nós próprios a tomar decisões, sentir gratidão pelo que anos de história e luta foram culminar: liberdade, no seu melhor sentido, para todos nós.
Muitos vivem condicionados a uma vida desinteressante: sem altos e baixos, sem o entusiasmo de conhecer coisas novas, sem o luxo de errar, de sentir o prazer de vencer.
Sem ambição, sem vontades. Passam pela vida como se esta se repetisse cada vez que somos levados pela morte.
Será que sabem mais do que nós?