Voltar do Boom Festival

O embate com a realidade foi duro, mas previsível.

Ainda caminhava em nuvens, o cérebro funcionava a meio gás e as palavras não saiam ao ritmo habitual.

As conversas com os outros foram difíceis; ao contar, relembrava o que agora só pode ser vivido de novo através dessa escolha de palavras que é sempre romantizada ou ao olhar de novo as fotografias que tiramos.

A rotina doeu mais do que o costume; ficou claro que ainda não estou tão automatizada quanto achava — e ainda bem.

Quero voltar: não para fugir nem para esquecer seja o que for.

Foi lá que reaprendi a descomplicar — o nó desfez-se, a gargalhada soltou-se, o momento foi espremido.

Até à ultima gota.

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