entre o que vai e o que fica

gostava que me deixassem entre uma rua e a outra, que me atribuíssem um espaço em que não tivesse de ser eu a planear, a fazer, a ir atrás.

“a partir de hoje, é aqui” e assim seria com todo o pacote do que isso significaria a partir daquele momento: passas a ser alguém que não sou hoje, talvez até mudasse de nome, mas que privilégio seria encarnar uma personagem na vida real.

não pertenceria a palcos, mas à vontade qualquer de um outro ser que desobedece à minha forma de estar viva.

posso?

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