de Coimbra ao Porto

é uma viagem de uma hora, o que me chega perfeitamente para olhar pela janela e deixar de ser a Bruna; não passo a ser a Luisa nem a Tatiana porque nunca sei bem que nome é que tenho nestas vidas paralelas, mas fujo tanto do que me torna eu que me poderia dar ao luxo de nomear um nome.

vá, também não tenho outra profissão ou horário, simplesmente me rendo ao prazer de imaginar coisas que nunca me aconteceram, mas podem, pois, ainda se desenrolar, pelo que talvez esteja só a projetar um futuro qualquer e a sonhar acordada, até que este desvio cerebral me leva a planos mais radicais e utópicos, levando então à certeza de que:

está na hora de ter outro nome.

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